Nas últimas semanas, um número crescente de consumidores tem relatado atrasos significativos nas entregas realizadas pelos Correios em Mato Grosso do Sul. Em alguns casos, os produtos demoraram até 15 dias além do prazo previsto para chegar ao destino, uma situação que vem causando transtornos e prejuízos.
A empresária Patrícia Milene Hippler, que trabalha há quatro anos com a produção e venda de bolachas de mel e especiais, sentiu o impacto diretamente. Ela comercializa seus produtos tanto na loja quanto para padarias e cafés. Embora a produção seja local, parte das embalagens vem de uma empresa em Santa Catarina, que fabrica as sacolinhas no tamanho ideal para seu atacado. O problema surgiu quando as setecentas sacolinhas encomendadas não foram entregues.
“Fiquei uma semana sem conseguir vender, porque são embalagens que uso para o meu atacado. Aí tive que fazer um novo pedido, dispor de mais capital, fazer esse novo solicitado para que a empresa me enviasse por transportadora”, relata Patrícia.
Ela conta ainda que comprava dessa empresa em Joinville há dois anos e nunca havia tido problemas com os Correios.
“Com esse atraso, eu já tinha perdido uma semana de vendas, então eu tinha que resolver o problema de alguma forma”, completa.
A situação gerou um gasto extra de quase R$ 500,00 com outros dois pedidos de última hora para compensar o prejuízo, além da perda financeira de uma semana sem conseguir vender. Patrícia tentou contato com os Correios, mas não obteve resposta.
Em nota, os Correios informou que enfrentam desafios na malha operacional devido a ajustes nos contratos com fornecedores estratégicos e que estão adotando ações para regularizar a situação e diminuir o impacto.
A expectativa da estatal é normalizar as entregas nos próximos dias. Além do monitoramento diário, os Correios afirmaram que estão ampliando a capacidade de distribuição com operações extras no próximo final de semana.
Para quem ficou sem o serviço essencial, o que restou foi o prejuízo.
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