Única sul-mato-grossense selecionada para a Escola de Física do CERN 2026, a professora Erica Peixoto já está em Portugal nesta quarta-feira (26), onde começa a programação internacional que também terá atividades na Suíça. Natural de Miranda, ela está entre apenas 20 educadores escolhidos em todo o Brasil.
O CERN é um dos maiores centros de pesquisa científica do mundo. Instalado na fronteira entre a Suíça e a França, próximo a Genebra, o laboratório reúne pesquisadores de vários países para estudar as partículas que formam o Universo. No local funciona o Grande Colisor de Hádrons, o LHC, maior e mais potente acelerador de partículas já construído, com 27 quilômetros de extensão.
Professora efetiva da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, Erica é bióloga e mestre em Ensino de Ciências. Atualmente, trabalha nas escolas Sidrônio Antunes de Andrade, Catarina de Abreu e Polo Paulo Eduardo Firmo, em Sidrolândia. Sua trajetória profissional também inclui a Escola Estadual Carmelita Canale Rebuá, em Miranda.
Erica participa da formação por iniciativa própria, sem o uso de recursos públicos. As despesas da viagem serão custeadas por ela. A professora participará de atividades educativas, visitas técnicas, debates e trocas de experiências com pesquisadores e professores de diferentes países. Os programas de formação do CERN apresentam aos educadores os avanços da física de partículas e ajudam a aproximar esses conteúdos das salas de aula. Segundo o laboratório, cerca de mil professores participam dessas iniciativas todos os anos.
Para Erica, a seleção não é apenas uma conquista pessoal, mas também de todas as escolas onde estudou e trabalhou, dos alunos, colegas de profissão e de toda a educação pública de Mato Grosso do Sul.
Ao retornar ao Brasil, ela pretende realizar uma masterclass gratuita para compartilhar os principais conhecimentos adquiridos durante a experiência. Escolas interessadas também poderão solicitar palestras para professores e estudantes. “Acredito profundamente que o conhecimento só faz sentido quando é compartilhado”, afirmou a professora.
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