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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026
DNA de caseiro morto foi encontrado em fezes de onça capturada no Pantanal

Policial

DNA de caseiro morto foi encontrado em fezes de onça capturada no Pantanal

Em maio, laudo necroscópico confirmou que Jorge havia morrido em decorrência de um ataque de onça-pintada na cabeça. Contudo, ainda era necessária a confirmação por meio dos laudos periciais.

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A Polícia Científica confirmou que o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, foi morto pela onça-pintada capturada em abril, na região do Toro Morto, no Pantanal sul-mato-grossense.

Jorge Avalo atacado por onça no Pantanal (Foto: Redes Sociais)

O DNA do caseiro foi encontrado nas fezes do animal. O resultado positivo está sendo encaminhado ao delegado responsável pelo caso, segundo a Perícia Científica de Mato Grosso do Sul.

Desde a captura da onça, ocorrida três dias após o desaparecimento do caseiro, já havia a suspeita de que o felino fosse o responsável pelo ataque. O animal, inclusive, foi encontrado próximo aos restos mortais da vítima e chegou a atacar testemunhas que procuravam o corpo.

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Em maio, laudo necroscópico confirmou que Jorge havia morrido em decorrência de um ataque de onça-pintada na cabeça. Contudo, ainda era necessária a confirmação por meio dos laudos periciais.

O ataque e a captura da onça

A onça-pintada foi capturada pela PMA (Polícia Militar Ambiental) no dia 24 de abril, três dias após o caseiro desaparecer em um pesqueiro. No local, foram encontrados apenas vestígios de sangue e pegadas do animal.

Após o sumiço, equipes da PMA e pantaneiros encontraram a onça junto aos restos mortais de Ávalo no meio da mata. Na ocasião, a onça chegou a ferir o braço de um dos homens que atuavam nas buscas.

O motivo da captura, conforme o governo de Mato Grosso do Sul, foi prevenir que o animal voltasse a atacar humanos, já que havia indícios de que ela era cevada no pesqueiro — como é chamada a prática de alimentar animais silvestres.

Após 21 dias em observação no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande, o animal foi transferido para o instituto, onde foi batizado. Irapuã significa “agilidade e força” em tupi-guarani.  

FONTE/CRÉDITOS: Primeira Página
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