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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Família de Jorge Ávalo vai pedir pensão após morte por ataque de onça no Pantanal

Justiça

Família de Jorge Ávalo vai pedir pensão após morte por ataque de onça no Pantanal

Jorge foi atacado na segunda-feira (21), e seus restos mortais foram encontrados na terça-feira (22).

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A família de Jorge Ávalo, caseiro morto por uma onça-pintada em um pesqueiro a 150 km de Miranda (MS), planeja entrar na Justiça contra o estabelecimento. O advogado João Pequim, que representa um dos familiares, afirmou nesta quinta-feira (24) que estão reunindo informações para a ação. Jorge foi atacado na segunda-feira (21), e seus restos mortais foram encontrados na terça-feira (22) pela Polícia Militar Ambiental (PMA), a cerca de 280 metros do local de trabalho.  

A família pretende processar o pesqueiro por acidente de trabalho e investiga a possibilidade de precarização das condições laborais. Segundo o advogado, Jorge, que trabalhava há 20 anos no local com carteira assinada, ficava "24 horas à disposição", prática irregular perante a legislação trabalhista. Pequim também não descarta pedir pensão vitalícia para a viúva, mas aguarda a conclusão das investigações.  

O ataque ocorreu nas primeiras horas de segunda-feira (21), após um guia de pesca notar a ausência de Jorge e encontrar vestígios de sangue e pegadas de onça. O pesqueiro possuía câmeras de segurança, mas os equipamentos não estavam funcionando no momento do incidente. A PMA, com apoio do Grupamento Aéreo e da Polícia Civil, localizou os restos mortais em uma área de difícil acesso, alcançável apenas por barco ou helicóptero.  

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A onça-pintada responsável pelo ataque, um macho adulto, foi capturada nesta quinta (24) e levada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em Campo Grande, onde passará por avaliações. Se confirmado seu envolvimento, o animal poderá ser transferido para um centro especializado em abrigar fauna silvestre envolvida em incidentes com humanos.

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