A promotora de Justiça Talita Zaccolaro Papa Muritiba, a pedido da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), abriu investigação para apurar um possível escândalo financeiro envolvendo o ex-presidente da Câmara dos Vereadores de Miranda, André Vedovato (PDT). A denúncia aponta pagamento de “altos valores” a empreiteiros por uma obra no prédio do legislativo municipal que, segundo relatos, praticamente não existe.
A informação foi publicada nesta sexta-feira (27), pelo Portal Midiamax.
Conforme denúncia feita à Ouvidoria do MPMS em dezembro, no fim do mandato de Vedovato, os pagamentos suspeitos teriam ocorrido “no apagar das luzes”, incluindo um aditivo contratual que aumentou o valor inicialmente previsto. Além disso, o contrato teria sido firmado sem processo licitatório, segundo cópias de documentos anexados à denúncia, levantando suspeitas sobre a legalidade dos procedimentos.
Entre os nomes citados como beneficiados estão Almir Vieira Neves, microempresário, e Vagner Pereira Cintra, da Substancional Engenharia e Representações Ltda, que teriam recebido cerca de R$ 220 mil no final do ano passado.
A promotora Talita solicitou ao atual presidente da Câmara, Michel Roger Freddi (PSDB), esclarecimentos sobre a obra e estabeleceu prazo de dez dias para envio das informações.
O denunciante, que preferiu o anonimato, pediu fiscalização do Ministério Público sobre os gastos e destacou a ausência de obra física correspondente aos pagamentos feitos. A denúncia afirma ainda que a construção do novo plenário poderia ter sido apenas uma justificativa para o desvio de recursos públicos.
Tentativas de contato com os envolvidos foram feitas na tarde de quinta-feira (26), mas não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.
André Vedovato, ex-presidente da Câmara em dois mandatos, é filho de Neder Vedovato, ex-prefeito de Miranda afastado em 2021 por suspeitas de irregularidades administrativas.
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