A partir desta terça-feira (8), os consumidores de energia elétrica em Mato Grosso do Sul terão que pagar mais pela conta de luz. O reajuste médio será de 0,69% para as unidades residenciais, enquanto os clientes atendidos em média tensão terão um aumento maior, de 3,09%.
A decisão foi homologada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante reunião pública em Brasília e acompanhada pelo Consen-MS (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energia em Mato Grosso do Sul).
O que influenciou o reajuste?
O ajuste tarifário considerou a inflação acumulada de 8,46%, mas o impacto final na energia ficou em 1,33% em média. No entanto, outros fatores ajudaram a reduzir parte do aumento:
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Devolução do PIS/Cofins: Com base na Lei nº 14.835/22, a Aneel determinou a restituição de valores cobrados indevidamente por mais de 20 anos. No caso da Energia MS, isso significou R$ 151,7 milhões em devoluções, reduzindo a tarifa em 1,91%.
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Fim da Conta-Covid: Criada para auxiliar distribuidoras durante a pandemia, a cobrança foi encerrada em setembro de 2024, resultando em uma queda de 1,68% nas tarifas.
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Redução nos custos de transmissão: As tarifas TUST (Transmissão) e TUSD (Distribuição) tiveram queda, diminuindo o custo em 1,24%.
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Término da Conta Escassez Hídrica: Implementada durante a crise hídrica de 2021, a taxa foi finalizada em 2024, reduzindo as tarifas em 1,71%.
Outros fatores, como custos de rede básica, transporte de Itaipu e encargos setoriais, também contribuíram para a redução nos últimos anos.
O reajuste ocorre a cada quatro anos, junto com uma Revisão Tarifária Periódica, que inclui investimentos em infraestrutura – medida que não foi aplicada em 2025.
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