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Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026
Porcos selvagens na pista forçaram arremetida de avião que caiu no Pantanal

Policial

Porcos selvagens na pista forçaram arremetida de avião que caiu no Pantanal

Conforme relatado por trabalhadores da fazenda ao Corpo de Bombeiros, durante a manobra para evitar os animais, a aeronave perdeu altitude e caiu a cerca de 100 metros da cabeceira da pista.

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O avião de pequeno porte que caiu na noite de terça-feira (23) na Fazenda Barra Mansa, área turística na zona rural de , no Pantanal de Mato Grosso do Sul, precisou arremeter após uma manada de queixadas — porcos-do-mato — invadir a pista. O Corpo de Bombeiros investiga a hipótese que precedeu a queda. O acidente matou quatro pessoas: 

Conforme relatado por trabalhadores da fazenda ao Corpo de Bombeiros, durante a manobra para evitar os animais, a aeronave perdeu altitude e caiu a cerca de 100 metros da cabeceira da pista. Os trabalhadores da fazenda viram a coluna de fumaça e usaram um trator e um caminhão-pipa para tentar conter o fogo. O avião explodiu ao atingir o solo, e os corpos foram carbonizados.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), ligado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foi acionado para investigar o caso. Ainda não há informações sobre o que causou a queda.

A aeronave era um Cessna 175, fabricado em 1958, com matrícula PT-BAN. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião estava autorizado a voar apenas sob regras visuais e durante o dia.

Aeronave de 1958 era liberada só para voo diurno

O avião não era equipado para voar à noite ou em condições de mau tempo. Ele só podia operar durante o dia, segundo regras de voo. De acordo com a Anac, a aeronave operava sob a chamada VFR Diurno – Regras de Voo Visual durante o dia. Nesse tipo de operação, o piloto precisa manter contato visual com o solo e usar o horizonte como referência para se orientar no trajeto.

A aeronave tinha operação negada para táxi-aéreo e estava registrada no nome do piloto Marcelo Pereira de Barros, que está entre os mortos na queda.

O monomotor possui quatro lugares, tem capacidade para levar até três passageiros, além do piloto, e o peso máximo de decolagem é de 1.066 kg

Historicamente, o Cessna 175 saiu de fábrica equipado com o motor Continental GO-300 com redução de engrenagens, algo considerado raro em aviões pequenos.

 
FONTE/CRÉDITOS: G1 MS
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